No distrito de Nyeri (Quénia) os preservativos não são descartáveis

Um grupo de mais de 200 pessoas da cidade de Nyeri (Quénia) portadoras de HIV/Sida, liderado por Nelson Otuoma, coordenador da Rede Nacional de Capacitação de Pessoas com HIV (NEPHAK), protestou este fim de semana por não terem preservativos. Segundo os protestos, as pessoas das zonas de Majengo e Witemere lavam os preservativos usados e voltam a servir-se deles.

Estamos a lavá-los depois de usados pois não há mais preservativos gratuitamente na clínica onde atendemos. Temendo que isso possa aumentar a re-infecção“, disse Jane Kagure, membro da NEPHAK.

O grupo pediu ao governo para incluir um fundo para o HIV/Sida no orçamento deste ano, de modo a ultrapassar a “actual escassez de anti-retrovirais e preservativos“, disse Otuoma.

Contudo, o governo depende dos fundos estrangeiros para combater o vírus, o que vai colocar em risco os portadores de Sida se a ajuda for retirada. “O que acontecerá com os doentes em tratamento com ARV se a ajuda externa parar? Vão ser expostos à resistência anti-retroviral, ou morrer, com sofrimentos indizíveis“, acrescentou Otuoma.

Segundo Otuoma, foram infectados 1,4 milhões de quenianos há dois anos e apenas cerca de 800 mil tiveram acesso aos anti-retrovirais, enquanto os outros se tornaram resistentes ou morreram; com o fundo, dar-se-ia prioridade à prevenção, o único método eficaz e seguro para vencer a guerra contra o HIV/Sida.

A NEPHAK está a tentar recolher um milhão de assinaturas de pessoas seropositivas para apresentar no próximo mês de Setembro a Esther Murugi, Ministra dos Programas Especiais, para pressionar o governo a iniciar o fundo. AllAfrica

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